segunda-feira, setembro 26, 2011

óleo e colagens de Drew Young

Adorei conhecer o trabalho de pintura de Drew Young que é ainda estudante de ilustração e design gráfico na Capilano University de Vancouver mas apresenta já uma lista invejável de obras produzidas e de exposições realizadas tudo entre 2010 e 2011.

Convergence, 2011

Fazendo uso de uma base em madeira, trabalha o óleo com a colagem de papel de um modo perfeitamente simbiótico. Young entra no reino da corrente de Assemblage, mas fá-lo de uma forma bastante subtil, de tal modo que à primeira vista podemos nem nos dar conta que existe qualquer adição de colagem. Aliás ele próprio se define nesta tentativa de buscar a fusão,
Spontaneous in some parts and carefully designed in others; my explorative compositions are the backbone to the figurative rendering. The result is sporadic abstraction paired with hyper-realism. My technical focus is to illuminate subjects with areas of saturated clarity, while obscuring them with textures of the known and discovered. The work blends the authentic with the abstract in order to form a relationship between the figure and the intangible — between order and chaos.

No seu blog podemos ver como algumas obras surgem desde a prancha em madeira até ao produto final. Coloco aqui apenas algumas imagens (cliquem sobre as mesmas para ver em maior detalhe) do processo de criação do quadro The Usual Lengthy Visit, mas todo o processo com explicações detalhadas dadas pelo próprio autor pode ser lido no seu blog.

Quadro final:
 The Usual Lengthy Visit, 2011


Processo de construção do quadro:








O que mais me intriga e ao mesmo tempo atrai no trabalho de Young é a irregularidade da superfície trabalhada que é oferecida pelas camadas de papel texturado, depois trabalhada e homogeneizada pela cor e traço. Por consequência fico sempre a tentar perceber onde acaba o papel e começa o desenho, onde temos textura pré-fabricada, e onde temos óleo.
Os temas em si não me apaixonam, julgo que o autor ainda está à procura de uma identidade mais definida nesse campo, muito fruto de ainda ser bastante novo. Contudo o que mais me importa aqui é a forma e aí o que vejo é um trabalho que aponta para uma grande noção da representação visual, da imposição dramática por via da luz e cor.


 Bear Claw, 2011


I Was Unaware, 2011



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