segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Aprender com videojogos: "Flow" e "Scaffolding"

Está finalmente acessível o artigo que andei a desenvolver com as colegas Ana Amélia Carvalho e Inês Araújo, a propósito das motivações dos estudantes para jogar videojogos. O artigo, "Elementos do design de videojogos que fomentam o interesse dos jogadores", foi publicado no nº48 da revista Educação, Sociedade & Culturas editada pelo Centro de Investigação e Intervenção Educativas (UP) e a Editora Afrontamento.


O artigo foca-se na análise dos dados dos inquéritos realizados a estudantes do 2º ciclo ao ensino superior, mas o que quero destacar aqui é o quadro de análise que se procurou desenhar para compreender como funcionam os jogadores e os jogos. Ou seja, é importante saber o que nos dizem os jogadores, analisar quais os elementos dos videojogos que os estudantes dão mais atenção, mas para o fazer precisamos de compreender como é que está desenhado um jogo, e como é que os jogadores o encaram.

Assim, partiu-se aqui da ideia de que os seres-humanos são ávidos buscadores de padrões, de nova informação. Deste modo desmontámos o modo como acontece esta procura e como se trabalha para a mesma. Desde as lógicas humanas de curiosidade e "flow" aos modelos de tutoria e "scaffolding" propostos por Bruner. Sobre esta base trabalhámos depois toda uma modelação da "teoria da autodeterminação", ou seja as lógicas motivacionais definidas nas últimas décadas por Deci e Ryan. Com o quadro montado, começámos então a desconstrução das respostas dadas pelos estudantes. Para as conhecer, convido-vos a ler o artigo online.
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