terça-feira, abril 03, 2012

movimentos e espaços impossíveis em The Shining

Topi Kauppinen resolveu revisitar The Shining (1980) de Kubrick abrindo novos acessos visuais sobre algumas imagens icónicas do filme. Para criar Because of Stanley (2012) utilizou uma técnica que denominamos como "camera mapping"ou "camera projection" e que consiste em mapear o movimento de uma câmara virtual sobre uma imagem 2d estática, ou seja criar movimento virtualmente.


Kauppinen diz que se lembrou de partir para este trabalho depois de ter visto o estudo espacial dos Espaços Impossíveis em The Shining realizado por Rob Ager. Aliás este era uma estudo que já queria ter comentado aqui no blog, mas que ainda não tinha tido tempo e por isso aproveito para o deixar aqui neste texto. Neste trabalho podemos ver como Stanley Kubrick manipulou a orientação espacial dos cenários em The Shining para dramatizar e expressar toda a emocionalidade que pretendia. Este trabalho de Rob Ager é brilhante no sentido em que não apenas discute, mas demonstra efectivamente as várias impossibilidades usadas por Kubrick que deverão claramente ter sido propositadas. Podem ler mais sobre o este estudo no site do Rob Ager, e deixo aqui abaixo a primeira parte, e aqui o link para a segunda parte.




Voltando à questão da técnica por detrás do trabalho de Kauppinen, esta é uma técnica complicada, exige bastante trabalho de photoshop, de after effects, mas para surtir efeitos de excelência exige ainda a reconstruções ou construções em 3d, que neste caso foram feitas com 3d studio max. Kauppinen refere que o maior segredo destas imagens, está na escolha da imagem em que se vai aplicar o processo, e deixa algumas dicas:
Primarly avoid images containing lens flares, smoke and other particles, reflections / refractions, and overlapping complex geometry, especially when located in near the camera. They will hurt you at some point in the process.
Once the right frame/image has been found, the first challenge is to figure out the dimensions of the given space, and determine the focal length of the camera being used. I personally did not use any additional information concerning the spaces (like blueprints or making-ofs), other than previous and following frames in the film (which helped a lot), so I pretty much relayed on my own perceptual judgment when constructing the geometry.
Finally the overlapping parts must be photoshopped so that in the end everything comes together without any seams or texture repetition. The Content Aware Fill feature found in Photoshop CS5 is a Godsent for this type of work.


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