sexta-feira, dezembro 30, 2016

Cria o Teu Jogo de Computador!

Os dias mais calmos da última semana do ano criaram algum espaço para dedicar tempo à família. Depois de muitas das prendas montadas, ou encetadas, chegou a vez de uma das prendas do mais novo (8 anos), a quem calhou o livro "Cria o Teu Jogo de Computador!" (2016) do Manuel Menezes Sequeira e Nélio Codices. Posso dizer que foram várias horas, ao longo de 3 ou 4 dias, passadas com muito entusiasmo e diversão!



O livro é bastante didático, recorrendo ao formato de tutorial ilustrado que guia o criador ao longo de toda a construção de um jogo de Squash, ao que se adicionaram pequenos textos que explicam alguns conceitos em maior detalhe, capazes de orientar os mais interessados no aprofundamento das lógicas de programação. Segue-se assim a abordagem tipo do "learn by doing", em que a criança vai aprendendo por meio do que vai fazendo e experienciando. Cá em casa funcionou muito bem, a meio do livro e com apenas 8 anos, já se notava uma antecipação às instruções sugeridas pelo livro.

A linguagem do livro aponta para uma faixa dos 11 aos 14 anos, mas pode servir miúdos mais pequenos, sendo aconselhável nesse caso a presença de um adulto. Diria que está tudo muito bem planeado e sem problemas de maior. Talvez tivesse apenas separado a parte final da construção de novos blocos (programação procedimental), rotulando-a de Programação Avançada, para não criar nas crianças mais novas alguma frustração por não conseguirem atingir tudo o que era pedido.

Jogo "Squash" criado por Pedro, 8 anos, em Scratch, a partir do livro "Cria o Teu Jogo de Computador!"

Por fim, teria sido interessante a disponibilização de diferentes recursos para o desenvolvimento do jogo, mais imagens, personagens, objetos e sons. Desde logo porque os recursos disponibilizados não são os melhores, versados em imagem real, algo limitativos da estimulação criativa. Por outro lado, mais recursos permitiriam estender o trabalho de desenvolvimento do jogo, por meio de tarefas de seleção e escolha que acabariam por estimular a própria criação de novos recursos.
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