segunda-feira, abril 18, 2011

Futuro dos Videojogos por Will Wright

Na passada sexta-feira, dia 15 de Abril decorreu na Universidade da California em Santa Cruz a conferência Inventing the Future of Games com vários nomes de relevo no cartaz: Chris Crawford, Graeme Devine, Tracy Fullerton, Robin Hunicke, Michael Mateas, Robin Hunicke, Jordan Mechner, Emily Short, John Funge e Will Wright.


Como não foi feito streaming das sessões podemos apenas basear-nos no que foi escrito [1, 2] sobre esse dia, e o que aqui trago diz assim respeito apenas à intervenção de Will Wright, que diga-se deverá ter sido o ponto alto da conferência.
Will Wright é como todos sabem o designer das séries Simcity, Sims e Spore, e só isso é factor suficiente para lhe atribuir o título de visionário em termos de game design e da relação entre os videojogos e o mundo. É assim muito interessante analisar a leitura que Wright faz dos videojogos, ao definir os mesmos, simultaneamente como Media e Arte. Se por um lado faz questão de usar os ensinamentos de McLuhan para desconstruir os impactos dos jogos como Media, por outro lado olha para os videojogos também como obras produtoras de significado. A suas questões sobre a intersecção entre os diferentes modos de entretenimento são muito pertinentes, e jugo que pretendem ir mesmo além do conceito atual de transmedia. A outra questão é a relação cada vez maior entre os jogos e o mobile, a noção de localização e mais ainda de socialização como fatores que farão cada vez mais parte dos mesmos.


“Almost every new technology is an amplification of our body,” Wright said, “Computers, the internet, social networks expand everything. The most important thing they expand is our imaginations and our brains. I think of games as imagination amplifiers. We can construct these elaborate worlds, play with them, share them back and forth, and this is one of the culturally most impactful things that our medium can offer. ”

"Right now, we're discovering all kinds of games that we didn't know existed, thanks primarily to indie games efforts."

"All of the really interesting trends in entertainment are in the intersections," said Wright.
"I think entertainment is really ripe for this to happen right now," he said. He envisions "people going in as entertainment designers, not game designers, or film directors, or TV producers."

"However, he noted, even with an explosion of new forms of gameplay and new capabilities, "the diversity of programming [in other media] is tremendous relative to games." If you walk into a bookstore, turn on the TV, or look at movies, the subject matter tackled is much more varied.

"I'm really intrigued with this idea that games are engaging us in the world more than distracting us from the world," he said. "We now basically have the infrastructure to deliver" that data. He envisioned a time when his smartphone will know his schedule, his location, and automatically search for events that appeal to him.

[1] Gamasutra: Future of Games: Will Wright's New Reality
[2] Games Beat: Will Wright says games are headed toward ubiquity, diversity, and art
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