sexta-feira, abril 08, 2011

Billy Collins em animação


Trago aqui uma colecção de vídeos,"Billy Collins, Action Poet", patrocinada pela agência JWT  para o Sundance Channel que trata a visualização de uma série de poemas de Billy Collins, um Laureate Poet dos EUA. É uma ideia muito interessante esta de criar imagem para acompanhar poemas, porque num mundo de imagem como o do presente século, a voz e o texto pode já não ser suficiente para chegar às pessoas, e a poesia faz-nos falta. Várias outras variações desta forma de expressão, vídeo fazendo uso de poesia, podem ser encontradas no site Moving Poems. É no entanto verdade que o poder persuasivo do poema tem muito que ver com a capacidade oratória do poeta, e Billy Collins é soberbo, veja-se por exemplo o recitar dos poemas The Lanyard ou Litany. Num entrevista dada por Billy Collins ao jornal da Universidade onde lecciona o Lehman College, e à pergunta sobre  que conselhos dar a um aspirante a poeta, fica a resposta:
Read, read, and read. Read as many poets as you can until you find one (or more) who make you jealous. Then try to imitate his or her voice. One of the paradoxes of the writing life is that the only way to originality is through imitation. If you don't imitate others, you will sound clichéd and flat. You find your voice by trying on the voices of others. Almost every poet can teach you something about writing. [fonte]
Retenho daqui a vontade e a imitação, que continuam a ser essência do processo de aprendizagem e de evolução de qualquer artista, seja na poesia, cinema ou videojogos. Dos 11 filmes comissionados deixo-vos os meus quatro preferidos - The Dead, Today, Walking Across the Atlantic, e Budapest. - que podem ver no site dedicado.

The Dead, animação de Juan Delcan/Spontaneous

 Today, animação de Little Fluffy Clouds/Curious

 Walking Accross the Atlantic, animação de Mike Stolz/Manic

 Budapest, animação de animação de Julian Grey/Head Gear

E já agora se ainda desejarem mais, vejam também a excelente animação, The Art of Drowning de Diego Maclean, não comissionada neste lote, mas que vale a pena ver, aqui abaixo.

The Art of Drowning (2010) de Diego Maclean
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