quarta-feira, março 23, 2011

Elizabeth Taylor (1932-2011)

Hoje depois de um dia inteiro de trabalho, sem acesso a notícias ou net, e já no comboio para apanhar o avião e sair da sua cidade natal descubro que Elizabeth Taylor nos tinha deixado. Não foi surpresa, 79 anos não é propriamente uma idade que permita sonhar muito mais, mas não deixa de nos comover.
Chega ao fim a centelha da única verdadeira rival de Marilyn Monroe, que se fosse hoje viva teria 84 anos. Aliás Liz Taylor serve-nos de modelo sobre aquilo que poderia ter sido a vida de Marilyn Monroe, demonstrando que o glamour e a beleza se desvanece com os anos, e todo o poder magnético perde a força. Marilyn perdurará como eterna musa jovem, imutável na forma, ao passo que Elizabeth fica nas nossas memórias cinematográficas numa série de imagens que a acompanham desde a sua infância até quase ao final.

Retratos de Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe retirados por mim de duas obras de Andy Warhol - Silver Liz (1963) e Gold Marilyn Monroe (1962)

A sua memória perdurará muito graças àquilo que referia hoje o Evening Standard como sendo um hat-trick: "being a child star, a bombshell and a credible actress" [1]. No cinema perdurará o seu talento por gerações que a conhecerão em filmes como: Giant (1956), Cat on a hot Tin Roof (1958), Cleopatra (1963), e um dos melhores filmes que o cinema já produziu Who is Affraid of Virginia Wolf (1966) que lhe deu o seu segundo Oscar.

Lassie Come Home (1943)


Cat on a hot Tin Roof (1958)


BUtterfly (1960) - primeiro Oscar


Cleopatra (1963)


Who's Afraid of Virginia Woolf? (1966), segundo Oscar
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