domingo, outubro 22, 2017

Digital Sense (2017)

O livro “Digital Sense: The Common Sense Approach to Effectively Blending Social Business Strategy, Marketing Technology, and Customer Experience” de Travis Wright e Chris Snook procura dar uma ideia do ecossistema criado em redor das empresas e das marcas com o surgimento do digital e das tecnologias de comunicação, nomeadamente com todo o boom ocorrido com o surgimento das redes sociais. O livro está escrito numa forma bastante coloquial, quase como conversa de café, mais focado no relato de caso, como é apanágio de muitos destes livros de marketing, mas neste caso são casos desenvolvidos pela dupla o que lhes dá maior autoridade sobre tudo aquilo que que vão apresentando.


Do todo, apresento aqui a parte que realmente me interessou, por representar um esforço de coligir o conhecimento e oferecer valor aos leitores, por meio daquilo que os autores apelidaram de “Experience Marketing Framework” (EMF), ou seja, um modelo de trabalho para a rentabilização de experiências de marketing digital. Para este modelo os autores usaram como base de trabalho o Design Thinking, a partir do modelo proposto por Jesse Garrett para o Design de Interação, apresentando o que definem como o seu EMF. O objetivo passa por trabalhar para desenvolvimento de uma Experiência Digital de sucesso junto dos potenciais consumidores.

1 - Research - Insight Layer - User Needs / Objetives
2 - Strategy - Vision Layer - Content requirements / Functional Specs
3 - Execution - Success Layer - Design
O resto do livro não me interessou muito, ou por ser demasiado focado nas lógicas do marketing, distante do design e da experiência, mais preocupado com os números e retornos. Por outro lado nota-se alguma ligeireza no discurso dos autores, pecando por vezes por arrogância, outras vezes mesmo por impertinência. A título de exemplo, os três métodos para entrar na cabeça dos utilizadores, segundo eles, são o "choque, espanto e o estar de acordo". Já os perfis dos trabalhadores das empresas podem-se definir como: “Influencers, Amplifiers, Motivatables, and Zombies”. Os zombies seriam todos aqueles nas empresas que não estão dispostos a embarcar na inovação, ou que votam sempre contra novas ideias. Percebendo o que querem dizer, o modo como é trabalhado, é tudo menos profissional.
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