terça-feira, maio 27, 2003

A.I. Artificial Intelligence, Steven Spielberg (2001)

Últimos 20 minutos. A distopia e a utopia são ultrapassadas. Uma nova realidade que começa. O amor ou o ser pensante que tudo vence.

Duas perspectivas de análise

1. Utopia - Seremos imortais como espécie, ainda que venhamos a desaparecer dos nossos corpos físicos, continuaremos a nossa jornada neste planeta e no Universo através dos nossos "descendentes" tecnológicos.

2. Distopia - O homem suplantado pela máquina no derradeiro final da espécie. A questão eterna, quem somos nós dá lugar a quem fomos nós, ou melhor, quem eram eles(nós). Despareceremos tal como os dinossauros, o que vier a seguir será um ciclo completamente renovador do planeta Terra sem nós.

A minha perspectiva situa-se num para além das duas visões através de uma fusão das mesmas. De um ponto de vista distópico, a tecnologia levou à nossa destruição, o que aparentemente é verdade. Do ponto de vista utópico levou à nossa evolução natural o que tambem é correcto.

A tecnologia que construirmos estará para sempre impregnada de humanismo. Deixando de ser meros humanos, ou seja destruindo a nossa espécie (física), delegaremos o futuro nas mãos de seres desprendidos da complexidade biológica. Isto poderá permitir que possamos evoluir de forma imaterial, apenas como seres pensantes. Evoluindo sem amarras fisiológicas.

Mas sem morte à vista pergunto, evoluir para onde? para quê? e porquê?