sexta-feira, junho 14, 2013

movimentos do Design

A Universidade Aberta inglesa criou um conjunto de seis filmes de animação, Design in a Nutshell, para explicar seis movimentos chave da história do Design: Gothic Revival, Arts and Crafts, Bauhaus, Modernism, American Industrial Design, Postmodernism. Cada filme tem cerca 1m30, ou seja em menos de dez minutos é possível ver todos e ganhar novas noções da história do design.


Desses seis escolho apenas três para colocar aqui, aqueles com que mais me identifico, e que servem para categorizar aquilo que procuro fazer através deste blog. Assim sendo os três movimentos mais relevantes aqui, são: 2/6 Arts and Crafts, 3/6 Bauhaus, e 6/6 Postmodernism. Deixo os links para que possam ver os restantes três filmes: 1/6 Gothic Revival, 4/6 Modernism, 5/6 American Industrial Design (os números indicam a ordem aconselhada, mas podem ser vistos em qualquer ordem).

O movimento Arts & Crafts é de grande relevância, porque aparece juntamente com a Revolução Industrial, como reacção humana aos produtos criados pela máquina. O que estava em causa era a criatividade, a singularidade, a personalização. Os artefactos criados pelas máquinas eram todos iguais, feitos em série. Nesse sentido surge o movimento que conceptualiza a importância dos objectos feitos pelos artesãos, feitos à mão, os verdadeiros e autênticos. O movimento é ainda mais importante, porque é dele que vai surgir toda a concepção que hoje temos de Arte, de algo imbuído de um espírito autoral e único. A sua marca mantém-se ainda hoje, e é tanto mais evidente com as novas movimentações decorrentes do aparecimento da Web2.0.

A Bauhaus é sobejamente conhecida e sempre invocada quando se fala de design. Foi a primeira grande escola de design, e continua ser hoje recordada como a escola do design. A sua marca mantém-se, e continua a estar muito presente no meio de nós, nomeadamente no campo da tecnologia, de tudo o que tem saído da Apple.

O pós-modernismo é um movimento que ainda se encontra em ebulição, ainda anda à procura de se definir. Sabemos que o questionamento e a subversão é chave, o fascínio pela multiplicadade, desmultiplicação, pelo não-linear, pelo fim da unicidade formal e semântica. Eu diria que é de todos o mais intelectualizado, e aquele que corresponde mais ao momento que se vive, de procura de sentidos, de procura de direcções, no meio de tanta turbulência e indefinição em que a sociedade foi jogada pela velocidade do tempo.
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