sexta-feira, outubro 12, 2012

ficção científica na rede

Nos últimos tempos as curtas de ficção científica não param de chegar à rede, e cada uma com mais qualidade que a precedente. Algumas mais no campo estrito dos VFx - World Builder (2008), Gift (2010) ou  Tears of Steel (2012) - outras conseguindo surpreender em termos de argumento - Sight (2012), Grounded (2012), Gamma (2012), Lost Memories (2012) ou Blind (2011) - de forma mesmo mais interessante do que muito do que se tem feito recentemente no cinema tradicional.


Neste post deixo dois novos filmes, True Skin de Stephan Zlotescu e Plurality de Dennis Liu. Interessante que ambos os filmes se apresentem mais como introduções a histórias maiores, o que indicia aqui uma nova corrente a surgir na net. Parece assim que neste momento quem pretende entrar no domínio da grande produção de longas parece querer fazê-lo apresentando-se com um trabalho curto mas de grande envergadura, que atraia as atenções de produtores e investidores através da viralidade na net. Para mim é sem dúvida o mais correcto. O mais importante num CV de um artista, não são as linhas nem os cursos ou workshops, mas o seu portefólio.


Assim o primeiro filme, True Skin, é um caso clássico de bom uso dos VFx. Zlotescu consegue produzir uma curta com níveis de produção praticamente ao nível dos grandes estúdios, com pequenas falhas aqui e ali, mas ainda assim criando um resultado muito interessante. Tem a particularidade de ter sido filmado em Bangkok o que contribui para o tom Blade Runneresco do filme. A história se desenvolvida pode tornar-se muito interessante também.

True Skin (2012)

Plurality pelo seu lado consegue ambos, num trabalho que demorou dois anos a concluir consegue VFx totalmente credíveis e profissionais. Por outro lado engendra um bom enredo, não inovador, mas que nos surpreende. Claro que termina sem dar grandes respostas, a piscar o olho à viralidade e assim conseguir que chovam pedidos para que a curta seja transformada numa longa. Plurality entra pelo 1984 adentro passa pelo Minority Report e deixa-nos a reflectir sobre a privacidade, a segurança, e o futuro das tecnologias de comunicação.

Plurality (2012)
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